Muitas pessoas dizem que os robores jamais agirão por conta própria, que são simples peças metálicas que exercem uma função pré-determinada por um humano e esse é, inclusive, um dos motivos para que eles nunca dominem o mundo. Bem, se essa é uma argumentação que você usa , acho melhor repensa-la!
O gif animado utilizado neste artigo mostra o robozinho-artista da Google apresentado na Mobile Word Congress 2016. Através de uma selfie ele é capaz, em questão de poucos minutos, fazer um esboço do rosto usado como cobaia. Mas esta habilidade não é de hoje não, olhe mais abaixo o Paul, um outro robô-artista em um vídeo gravado em 2011.
A coisa já está tão avançada que já existe até concursos onde estas máquinas podem se "expressar". Um deles é a RobotArt, onde diferentes projetos competem pelo prêmio de U$100.000. A competição este ano – em sua primeira edição - conta com mais de 15 equipes de universidades de diferentes partes do mundo.
Embora possa parecer algo frio e preso a códigos pré-estabelecidos, há uma variedade considerável nas obras apresentadas, não digo só de cores, mas também de estilos, confira:
A primeira imagem mostra o trabalho feito pelo robô chamado CloudPainter. A diferença entre esta obra e a feita pelo e-David – segunda imagem - não se resume apenas a cores, os estilos também são diferentes. Enquanto um pinta em um estilo mais truncado, com linhas retas e formas geométricas, o outro, o e-David, apresenta algo mais fluido, leve e com mais ondas.
Há até trabalhos no estilo abstrato, como o visto na imagem a cima. O Picassnake, por meio de sensores, capta uma música que esteja tocando no ambiente e gera os movimentos necessários para a produção do desenho.
Se pararmos para pensar, também funcionamos de forma parecida. Por meio de sensores captamos o mundo exterior, estas informações são passadas ao processador responsável por tais criações artísticas e compiladas com outros conceitos que já foram adquiridos. Então, após de formulado um sentimento, expressamos-lhe.
Ainda falta algumas coisas para que possam ser feitas comparações mais justas entre a criação artística humana e a robótica. Mas estão sendo dados importantes passos para que o próximo grande artista do mundo seja, quem sabe, um robô. O que acha desta ideia?



